Entenda o pterígio, a famosa “carninha” que cresce no olho

Entenda o pterígio, a famosa “carninha” que cresce no olho

Essa época do ano tem nos apresentado muitos dias de alta temperatura, baixa umidade e poeira no ar, um clima propício para o surgimento de alergias e duas anormalidades comuns no nosso olho: pinguécula e, principalmente, o pterígio.

Neste artigo, falarei um pouco mais sobre a diferença entre esses dois problemas e o que você pode fazer para se cuidar.

O QUE É PTERÍGIO?

O pterígio é um tecido vascularizado e carnoso que cresce sobre a conjuntiva, a membrana transparente que recobre a região branca do nosso olho. Ela possui um formato triangular e costuma surgir no canto próximo ao nariz, se estendendo progressivamente – por meses ou anos – até o centro da córnea.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE PTERÍGIO E PINGUÉCULA?

Como bem reforça a Academia Americana de Oftalmologia, ambos crescem sobre a conjuntiva e estão associados à exposição solar, vento e poeira, mas ao invés de ser um tecido vascularizado, a pinguécula é uma protuberância amarelada e preenchida por gordura, proteína ou cálcio.

De toda forma, a prevenção para estes problemas passa por um acompanhamento oftalmológico e pelo uso frequente de bons óculos de sol, protegendo as estruturas oculares da incidência de radiação UV e poluentes. Outra recomendação interessante é a aplicação de colírios lubrificantes (lágrimas artificiais) para quem possui queixas recorrentes de olho seco, desde que prescritos por um médico.

QUAIS OS SINTOMAS?

Em geral, os sintomas dependem bastante da gravidade do quadro. Além da presença de um tecido esbranquiçado ou rosado sobre o globo ocular, os casos iniciais costumam provocar vermelhidão, inchaço, ardência, sensibilidade à luz e sensação de areia ao piscar.

Por outro lado, quando o pterígio avança em direção ao centro do olho e chega à pupila, o paciente também consegue notar uma alteração na acuidade visual semelhante à causada pelo astigmatismo.

COMO TRATAR O PTERÍGIO?

É importante ressaltar que o diagnóstico do pterígio é simples, mas faz muita diferença para chegarmos a um tratamento eficaz. Em determinadas situações, acompanhamos o quadro e indicamos a utilização de um colírio lubrificante para atenuar os sintomas, mas sempre deixando claro que isso não diminui e nem elimina o tecido carnoso.

Em contrapartida, e especialmente quando o pterígio atinge um grau avançado de comprometimento da visão, recomenda-se a cirurgia.

Atualmente há mais de uma técnica cirúrgica utilizada, porém a mais moderna e difundida consiste em retirar o tecido fibroso e recompor a região com uma parte da própria conjuntiva. Nesse procedimento, o oftalmologista usa uma espécie de “cola biológica” em vez dos pontos tradicionais, favorecendo um menor tempo de operação, menores riscos de inflamação e menores riscos de recidiva.

Todo o processo é feito sob anestesia local, leva menos de 1 hora e o paciente volta pra casa no mesmo dia. Os detalhes do pré e pós-operatório estão bem explicados aqui.

Caso tenha alguma dúvida sobre esse ou qualquer outro assunto de saúde ocular, estou à disposição. Você pode agendar um horário pelos telefones que estão sinalizados no topo do meu site:

Sermed:
Telefone: (34) 3236-4500
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HCO – Centro Completo de Oftalmologia de Uberlândia:
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