
Conheça os tratamentos para o ceratocone
O ceratocone é um problema ocular de forte impacto sobre a qualidade de vida dos pacientes, e assim como várias outras condições, deve ser tratado o quanto antes a fim de minimizarmos os riscos de complicação.
Neste artigo, vou te contar um pouco mais sobre as opções de tratamento para o ceratocone, o que caracteriza cada uma delas e como você pode encontrar ajuda para o seu caso.
O QUE É CERATOCONE?
Esse quadro é conhecido pelo afinamento progressivo e perda de rigidez da córnea, fazendo com que ela fique abaulada, adquira o formato de um cone e distorça os raios de luz que entram nos olhos e chegam à retina.
De modo geral, o ceratocone costuma aparecer entre os 13 e 18 anos, e evolui até a idade adulta, quando se estabiliza. Trata-se de um problema genético com surgimento associado ao hábito de coçar os olhos com frequência e alta intensidade.
Recentemente, preparei um artigo com um resumo completo acerca da doença, suas causas e sintomas. Você pode conferir o material clicando aqui.
QUAIS OS TRATAMENTOS PARA O CERATOCONE?
De acordo com a Academia Americana de Oftalmologia, o tratamento recomendado depende muito dos sintomas e gravidade do quadro. Nos casos iniciais, é possível corrigir a acuidade visual com óculos ou lentes de contato especiais (rígidas), sempre com a ressalva de que esses recursos não impedem a evolução.
Por outro lado, nas situações mais avançadas, é preciso lançar mão de outras alternativas. Falarei um pouco mais sobre cada uma delas na sequência.
Anel Intracorneano ou Anel de Ferrara
Essa é uma técnica cirúrgica adotada para corrigir a curvatura da córnea na quantidade necessária para o paciente voltar a enxergar nitidamente.
Por meio de anestesia local e sem a necessidade de internação, o oftalmologista faz uma pequena incisão na superfície da córnea e, com um laser de alta precisão, implanta uma prótese de acrílico na sua camada interna, chamada estroma. Após um tempo máximo de 20 minutos, o paciente recebe uma lente terapêutica para auxiliar sua recuperação e pode retomar as atividades cotidianas em segurança. A lente é retirada, na maioria dos casos, após 7 dias.
Vale a pena ressaltar que o anel intracorneano pode ser ajustado ou removido caso o oftalmologista julgue oportuno.
Crosslinking de Córnea
Neste procedimento, o oftalmologista aplica um colírio à base de Riboflavina e, através da estimulação com luz ultravioleta, promove uma maior resistência na córnea, impedindo a progressão de sua deformação.
A indicação sempre deve ser feita após uma série de exames e análises clínicas, mas de modo geral, o crosslinking é recomendado para os pacientes com ceratocone em progressão, casos inflamatórios de afinamento corneano e ectasias pós-cirurgia refrativa. Por outro lado, é evitado quando há quadros infecciosos na córnea, doenças graves na superfície ocular, cicatriz corneana grave ou córneas muito finas.
Todo o processo leva cerca de 30 minutos para ser concluído e também não demanda internação. Tudo é feito no próprio consultório médico sob anestesia local, com o paciente retomando suas atividades rotineiras em pouco tempo.
Transplante de córnea
Assim como os transplantes de qualquer outro órgão, este é indicado apenas para último caso, quando realmente não há outra alternativa para devolver qualidade de vida ao paciente. Podem ser substituídas apenas as camadas mais externas, mais internas ou toda a estrutura.
O transplante de córnea ocorre em casos avançados de ceratocone, leucomas corneanos, distrofias corneanas, ceratite intersticial, degeneração corneana, queimadura ocular, anomalias corneanas congênitas, úlcera de córnea, ceratopatia bolhosa, entre outros.
É um procedimento rápido, com duração máxima de uma hora e anestesia local, mas que requer muitos cuidados no pós-operatório. O paciente deve seguir todas as orientações do médico, como o uso de medicamentos e colírios. Como se trata de uma substituição de tecido, a recuperação é mais demorada e necessita repouso.
CONSULTE UM OFTALMOLOGISTA
Todos os casos de ceratocone devem ser acompanhados desde cedo, a fim de evitar complicações e garantir uma boa visão. A doença pode ser diagnosticada facilmente por um oftalmologista, basta uma avaliação clínica e exames de imagem da córnea.
Como o ceratocone surge ainda na adolescência, a partir dos 12 anos, podendo aparecer até mesmo na infância, as consultas de check-up ocular devem se tornar um hábito desde cedo. Não adie os cuidados.
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